49) Pré-determinação de sexo

Uma boa parte dos pais afirmam que gostariam de determinar o sexo de seu(s) filho(s). Mesmo que neguem, sempre existe uma predileção por um filho ou filha. E mesmo os que não tem preferência , quando se apresentam frente a uma oportunidade de conseguir determinar o sexo, tomam partido em favor de um determinado sexo.
           
Existem basicamente três métodos de se determinar o sexo da criança. Esses  métodos podem ser empíricos, aleatórios, e científicos.
           
Entre os métodos empíricos podemos citar, os relacionados ao intervalo entre a relação sexual e a ovulação, o método da fase lunar, e o que utiliza o mapa astral.
           
Nenhum deles é realmente efetivo e os acertos estão condicionados as chances de tentativa e acerto. Sabe-se que o tempo entre a relação sexual e a ovulação pode ser fator determinante na definição do sexo.

A determinação do sexo em humanos é feita pelos cromossomos contidos nos espermatozóides que podem ser X para mulheres e Y para homens. A mulher só contribui com o cromossomo X e portanto não tem maior papel na determinação do sexo. Os espermatozóides masculinos são mais leves, mais rápidos e menos resistentes e os espermatozóides femininos são mais pesados, mais lentos e mais resistentes. Se a relação ocorrer exatamente no dia da ovulação é maior a chance de ser masculino e se a relação ocorrer mais de um dia antes ou depois da ovulação a chance é maior de ser feminino.
           
O método da fase lunar e o do mapa astral determinariam o sexo do bebê de acordo com a posição dos astros na hora da relação sexual porém não determinam o sexo e sim sugerem que tendo tido a relação sexual em determinada hora possivelmente sexo do bebê será de tal tipo.
           
Já os métodos científicos são mais precisos com garantem maiores chances de se determinar o sexo do bebê. Três métodos podem se utilizados para a determinação de sexo em Reprodução Assistida: a biópsia embrionária e a separação por centrifugação, e a determinação cromossômica.
           
A biópsia embrionária para fins de simples determinação de sexo do embrião (sexagem), é proibida por lei no Brasil, e só é usada para determinação de sexo em casos onde os pais são hemofílicos e é usada para identificar os embriões do sexo masculino que serão portadores de hemofilia e os do sexo feminino que serão apenas vetores (carregando o gen mas sem a doença). Nesse caso pode-se escolher e transferir somente os embriões femininos.
           
A técnica de biópsia é utilizada quando o embrião tem 4 a 8 células. Uma das células é retirada através de Micromanipulação e levada ao laboratório de genética onde é feita a técnica de FISH (Hibridização In Situ sob Fluorescência) ou PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) que determinam a presença dos cromossomos e também podem determinar algumas doenças genéticas.

Uma vez determinado o sexo, somente embriões daquele sexo escolhido serão transferidos, e a chance de acerto é de 100%.

A outra técnica que pode ser utilizada é bem mais simples e fácil, e é a técnica de separação por centrifugação.
           
Durante o procedimento de preparo dos espermatozóides para técnicas de Reprodução Assistida, fazemos uma centrifugação da amostra seminal junto com uma substância que age como filtro separando os espermatozóides do líquido ejaculado. Ao final da centrifugação os espermatozóides se encontram agrupados no fundo do tubo formando o chamado “pellet”.
           
Após a centrifugação retiramos o líquido sobrenadante e o descartamos. Permanece no tubo apenas o pellet, e colocamos um pouco do meio de cultura, para nova centrifugação, desta vez para retirar o excesso da substância filtrante que ficou aderida aos espermatozóides.  Novamente o sobrenadante é retirado e descartado e nova quantidade de meio é adicionada ao tubo. O tubo então é colocado na estufa e os melhores espermatozóides migram contra a gravidade, nadando para cima (em inglês Swin-up). Alguns minutos depois formam-se duas camadas, uma superior e outra inferior, contendo em sua maioria espermatozóides masculinos (Y) na parte superior e espermatozóides femininos (X) na parte inferior.
           
Dependendo do local de coleta no tubo teremos uma concentração maior de um tipo ou de outro. A chance de acerto com essa técnica é de 86%, esse método não tem restrições legais.

O ultimo método utiliza a técnica de PCR para determinar ainda no espermatozóide a presença de cromossomos  do tipo Y ou X. Essa determinação tinge os espermatozóides de cores diferentes e somente os de um determinado sexo são injetados nos óvulos através da técnica de Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides (ICSI), garantindo assim a determinação do sexo do bebe.

Voltar ao Menu Mídia Próxima Página

Clínica Fertilis - Rua Marcelino Soares Leite, 33 - Trujillo - Sorocaba-SP - CEP: 18060-390 - Brasil
Fone/Fax: +55 (15) 3233-0708 / (15) 3233-0680 / (15) 3233-0279