39) Medicina Reprodutiva

A união entre a subespecialidade da Ginecologia (esterilidade feminina) e da Andrologia (Infertilidade masculina) levou a criação da especialidade chamada de Medicina Reprodutiva. Seu objetivo é de ajudar os casais que não podem ter filhos a conseguir obter uma gravidez.
           
Estima-se que um em cada cinco casais tenham problemas para engravidar. Para uma cidade do porte de Sorocaba, com uma população de 500 mil habitantes, com um terço da população casada, teremos cerca de 34 mil casais inférteis.
           
Um casal é considerado infértil se não consegue obter gravidez após um ano de casamento, com freqüência de pelo menos três relações sexuais ao mes,sem uso de métodos anticoncepcionais.
           
As causas de infertilidade estão relacionadas ao fator masculino em 30% dos casos, ao fator feminino em 30% dos casos, em ambos em 30% dos casos, e sem causa aparente em 10% dos casos.
           
As causas mais comuns de infertilidade do fator masculino são as varizes escrotais (Varicocele), as infecções,os distúrbios hormonais, os fatores imunológicos e as azoospermias (ausência de espermatozóides). No fator feminino, as causas mais comuns são os problemas das trompas (fator tubáreo), alterações ovulatórias, alterações hormonais, infeções e endometriose.
           
Ao conjunto de técnicas utilizadas para auxiliar o processo de obtenção de gravidez, foi dado o nome de Técnicas de Reprodução Assistida (TRA).
           
Entre essas técnicas estão incluídos os tratamentos hormonais, as cirurgias, as Inseminações Artificiais, a fertilização “In Vitro” (bebê de proveta) e suas técnicas complementares.
           
O tratamento hormonal corrige e estimula o ovulação,e as cirurgias corrigem as alterações anatômicas e patológicas.
           
A inseminação artificial consiste na colocação do sêmen preparado no laboratório, dentro do aparelho genital feminino. O nome de cada técnica é dado em função do local onde se colocam os espermatozóides. Assim podemos ter inseminação intra-vaginal (na vagina), intra-cervical (no colo do útero), intra-uterina (dentro do útero), intra-tubárea (na trompa) e etc.
           
No bebê de proveta, a mulher recebe hormônios para estimulação da ovulação. Quando esses óvulos estão “maduros” são coletados através do ultra-som, e levados ao laboratório, Depois de contados e classificados são colocados em contato com o sêmen preparado no laboratório e permanecem na estufa em ambiente semelhante ao encontrado no corpo materno (temperatura, umidade, escuridão) em meio de cultura semelhante ao encontrado nas trompas. No dia seguinte verifica-se se houve a fertilização, e no segundo dia os embriões formados são transferidos ao útero.
           
Existem técnicas que auxiliam todas as fases do processo, entre elas as técnicas de micromanipulação onde se injeta um único espermatozóide em cada óvulo para se obter gravidez.
           
Cerca de doze dias depois verifica-se a presença de gravidez através de um exame de sangue e 30 dias depois é possível visualizar a gravidez inicial.
           
A gravidez é igual a qualquer outra, com os mesmos sintomas e o parto também é igual a qualquer outro.
           
Esses tratamentos custam de mil a cinco mil reais em média e como os convênios não cobrem esses tratamentos, os pagamentos são facilitados para que os pacientes possam fazer mais de uma tentativa de tratamento.
           
As chances de sucesso variam com a técnica utilizada, e podem chegar a 40% por tentativa de tratamento.

Voltar ao Menu Mídia Próxima Página

Clínica Fertilis - Rua Marcelino Soares Leite, 33 - Trujillo - Sorocaba-SP - CEP: 18060-390 - Brasil
Fone/Fax: +55 (15) 3233-0708 / (15) 3233-0680 / (15) 3233-0279